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CENTENÁRIO DE LUIZA PEREIRA ROCHA

“MÃE, não é uma pessoa simplesmente, é uma fibra do ser feminino, que acorda num momento divino; momento do milagre da vida, que acontece em hora bendita, quando uma mulher é abençoada, pelo amor materno é iluminada; amor que transforma, nunca mais será a mesma, antes de ser mulher simplesmente, será mãe eternamente; MÃE, como definir? Só sendo para sentir, não tem definição, é apenas amor e compreensão”.



Nascida em 10 de agosto de 1913 no povoado Olho d’Água Grande, então município de Pedreiras, hoje município de Santo Antônio dos Lopes, Estado do Maranhão, filha de Tolentino Pereira da Silva e Alzira Rego da Silva e falecida em 09 de maio de 1988, em São Luís, capital do referido Estado, mãe de 20 filhos, dos quais 15 estão vivos, graças ao Grande Arquiteto do Universo; foi casada com Antonio da Silva Rocha, ex – Vereador por Pedreiras e ex – Prefeito de Santo Antônio dos Lopes – MA, a Senhora Luiza Pereira Rocha completa neste mês de agosto de 2013, o seu primeiro centenário de nascimento.

A supracitada e saudosa Senhora, mãe deste articulista e dos seus irmãos e irmãs Salomão, Valdemir, Judite, Maria (LILI), Alzira, Zuleide, João, Antenor, Enoe, Neusa, Antonio, Osmar, Luiza e Jurandi Pereira Rocha, nascidos na Fazenda e povoado Santa Cruz, então município de Pedreiras; avó de dezenas de netos e netas acompanhou seu marido durante o seu mandato de Prefeito, residindo na cidade de Santo Antônio dos Lopes por mais de seis anos e depois veio residir em São Luís.

Dona Luiza, como era conhecida, soube fazer amigos e amigas por onde passou, haja vista ter sido uma pessoa de personalidade e de comprovadas qualidades de caráter, trabalho, responsabilidade e honestidade, qualidades estas que passou para os seus filhos e as suas filhas, além de servir de exemplo para parentes em geral e para amigas e amigos.

A mãe deste articulista foi, para minha honra, minha madrinha de formatura como Bacharel em Direito, em 19 de dezembro de 1972, momento inesquecível, da qual guardo uma foto, em preto e branco, de lembrança.

Para concluir este artigo, peço desculpa aos leitores e às leitoras para contar três pequenas histórias diretamente relacionadas à minha querida mãe (na segunda tem uma palavra pouco ortodoxa), isto é:

1ª – soube depois de crescidinho que no meu primeiro dia de vida, minha irmã mais idosa, Judite, que na época tinha sete anos de idade, entrou no quarto onde minha mãe cumpria o resguardo do parto e me achou muito bonito e, ato contínuo, pediu que minha mãe me desse para ela e mamãe lhe disse que não, mas Judite insistiu, prometendo dar para a mamãe sua galinha gorda, para ela comer o bom pirão de parida, proposta que mamãe aceitou e, assim, fui trocado por uma galinha;

2 - quando adolescente, na década de 1950, eu gostava de pescar, de caçar, de trabalhar no engenho de cana-de-açúcar, na quitanda e até tangendo (conduzindo) animais de carga, quer do canavial para o engenho, quer levando arroz, coco babaçu e outros gêneros para Pedreiras e trazendo de volta os animais carregados de mercadorias para abastecer o comércio e levava tudo isto muito a sério, sendo pontual, assíduo e responsável a ponto de mamãe um dia dizer sobre mim textualmente o seguinte: “Osvaldo é cagado e cuspido o pai dele”!

3ª - já adulto, na década de 1960, estando eu sendo sindicado ou sondado para ingressar na Maçonaria, mamãe me viu recebendo a visita de dois Maçons que me faziam perguntas e anotavam tudo, e quando os dois se retiraram ela se aproximou de mim e perguntou enfaticamente o seguinte: “meu filho, é verdade que tu queres entrar para essa tal de maçonaria, essa coisa do cão, que seus membros para enricarem dão o seu filho primogênito para o Diabo?”. Então lhe respondi que sim, que eu querida entrar para a Maçonaria e ela então me disse que não acreditava no que ouvia, já que me dera formação cristã, etc. Aí eu lhe disse que essas estórias sobre a Maçonaria eram coisas de pessoas não instruídas e referidas estórias obviamente não são verdadeiras; que eu conhecia pessoas de bem que são Maçons e que eu iria sim ingressar, mas se no primeiro dia eu observasse coisa estranha não voltaria lá... Chegada noite do dia da minha Iniciação ela me esperou acordada para saber como tinha sido e eu lhe respondi que tudo estava certo; que eu fora recebido muito bem e que a Maçonaria trabalhava com a Bíblia Sagrada e era temente a Deus, chamado de Grande Arquiteto do Universo. E ela aí concluiu o nosso diálogo dizendo-me “confio em ti, meu filho” (São Luís - MA, 25 janeiro de 2013).

*Jornalista-Colaborador (Registro DRT-MA 53), Grão-Mestre “Ad Vitam” do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM; membro das seguintes Academias: Maçônica Internacional de Letras; Maçônica de Ciências, Letras e Artes; Maçônica Maranhense de Letras e Paraibana Maçônica de Letras; e dos Institutos Histórico e Geográfico do Maranhão e Histórico da Maçonaria Maranhense. E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br e site www.osvaldopereirarocha.com.br




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