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MENTIRAS DE PELÉ

Sou proprietário de uma pequena propriedade no povoado Baixão do Feitosa, interior do Município de Lima Campos, Estado do Maranhão, mais precisamente a 10 km da cidade, adquirida em 1985 e pomposamente chamada de Fazenda Nova Santa Cruz.
Lá crio algum gado vacum, animais estes que me acostumei a gostar desde criança, quando vivia com meus falecidos pais (Antonio da Silva Rocha e Luiza Pereira Rocha), no povoado Santa Cruz, na fazenda Santa Cruz, interior de Pedreiras – Maranhão (23 km da cidade), cognominada A Princesa do Sertão.

Pois bem, no início passávamos (eu e meus familiares), todos os finais de semana na referida propriedade e as férias de trabalho ou escolares, das crianças; depois, a cada final de mês um final de semana, além das férias (um mês durante cada ano. Agora, às vezes deixo de ir lá durante dois meses e quando vou é às carreiras, mas sempre com muita alegria e satisfação.

Ver o gado pastando, bezerros nascendo; ouvindo estórias de caçadores e de pescadores, têm seus valores...

O antigo morador que, nas minhas ausências cuidava de tudo por mim e trabalhava mediante empreitadas gostava de contar estórias; de colocar nomes no(a) bezerro(a)s recém nascidos; e de por apelido em todo mundo.

Já o atual, Sebastião Alves da Cruz, conhecido e chamado por todos de Pelé, sobrinho daquele, também gosta de contar suas estórias, suas mentiras...

Neste último final de semana (dias 09 e 10/01/2010), estive lá na Fazenda Nova Santa Cruz, acompanhado de um jovem motorista conhecido apenas como Seu Luna e de meu neto e afilhado, Osvaldo Pereira Rocha Neto, quando ouvi algumas de Pelé.

Por exemplo, deu-me conta da morte de uma vaca, conhecida como Pintada e ferrada para Luiza de Sousa Rocha Bacalhau, ferro da mãe dela e minha filha, Valdene de Sousa Rocha Bacalhau, que caíra em um buraco bem fundo ao pé da serra e quebrara o pescoço, sendo que o corpo só foi encontrado por Pelé dois dias depois, pelo que nem a carne foi aproveitada, e isto aconteceu mesmo ele recolhendo o gado todo final de tarde e conferindo todas as cabeças... Vi a carcaça ainda dentro do aludido buraco. A mentira aqui fica por conta do recolhimento diário e da conferência de todo o rebanho.

Outra estória é a seguinte: afirma Pelé que a vaca grande e vermelha parira duas vezes no ano de 2009, mas não soube informar em que meses, quando se sabe que a gestação de uma vaca é de nove meses, e mais, no cadastro só consta que mencionada vaca parira apenas em dezembro de 2009 e que ela era, até então, uma novilha e, portanto, vaca de primeira cria...

E outra, diz ele que a cachorra de sua propriedade parira no final do ano recém findo dois cachorrinhos e uma cotia, e que esta logo morreu...
Estas estórias fazem com que a gente ria pra valer, principalmente pelo fato de ele afirmar que todas elas são histórias (verdadeiras).

Conclusão: agora não temos apenas mentiras de pescadores e de caçadores, temos, também, de vaqueiros que vão para a história. Ou são estórias? Como enquadrá-las???

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"Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho"