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UM POUCO DA HISTÓRIA DA FAZENDA SANTA CRUZ


Os saudosos pais deste articulista e já falecidos, Antonio da Silva Rocha e Luiza Pereira Rocha, ele de Picos – Piauí e ela de Olho d’Água Grande, depois denominado de Olho d’Água do Tolentino, seu pai; após seu casamento em Santo Antônio dos Lopes, então distrito de Pedreiras, Estado do Maranhão, fixaram residência no lugar Santa Cruz, também do Município de Pedreiras – Maranhão, residindo inicialmente em uma pequena casa, coberta de palha de coco babaçu, mas depois conseguiram comprar as terras em sua volta, onde construíram uma grande casa de tijolo e coberta de telha (foto).

Papai foi um Homem de rara inteligência, responsável, honesto e trabalhador; lavrava e cuidava diretamente dos negócios de plantio de cana-de-açúcar, fabricação de cachaça, registrada com o nome de Dengosa, de rapadura e de açúcar moreno. Inicialmente tinha um pequeno engenho, puxado a boi; depois um engenho melhorado.

Também se dedicou à criação de gado vacum, leiteiro, principalmente da raça Zebu e ao comércio de secos e molhados, para consumo próprio e venda aos trabalhadores e moradores da circunvizinhança; praticava a compra de coco, arroz, milho, algodão, etc. Que eram revendidos e ou trocados em Pedreiras por tecidos, remédios caseiros, açúcar, farinha, fósforo, etc.

Papai também soube fazer amigos, dentre estes Benedito de Carvalho Lago (Benú Lago), Vicente Lima Benigno e Antonio Pereira de Queiroz; foi político, sendo Vereador por Pedreiras durante 16 anos ou 04 legislaturas, tendo alcançado o cargo eletivo de Presidente da Câmara Municipal, e foi o primeiro Prefeito do recém-criado e instalado município de Santo Antônio dos Lopes, Maranhão, haja vista que o povoado Santa Cruz passou a integrar o seu território.

Mamãe foi uma trabalhadora incansável; uma excelente Mulher e dona de casa, além de ótima costureira (fazia e consertava as roupas das filhas e dos filhos e até as dos trabalhadores da fazenda), além de aplicar injeções e recomendar remédios caseiros como a pílula contra, o azeite de mamona, chás, etc. Fez uma plêiade de amigas!

A Fazenda Santa Cruz, como foi denominada a propriedade, se confundia com o pequeno povoado ou pequena localidade Santa Cruz, de sorte que, ambas, eram conhecidas simplesmente como Santa Cruz. E nesta nasceram os 20 filhos/filhas do casal, ou seja, Salomão, Valdemir, Judite, Maria (carinhosamente chamada de Lili), Olinda, Zuleide, Osvaldo, Juarez, João, Alzira, Enoe, Antenor, Neusa, Valdenor, Nair, Osmar, Antonio Rocha Filho, Luiza Rocha Filha, Vasti e Jurandí, sendo que Olinda, Juarez, Valdenor, Nair e Vasti já faleceram, e os quatro últimos ainda crianças.

Alguns trabalhadores fizeram história na Fazenda Santa Cruz, tais como Zé Felipe, Zé Cearense, Francisco Quirino e Antônio Quirino, estes dois irmãos e bons trabalhadores, e homens de coragem.

Em homenagem à Fazenda Santa Cruz, este articulista denominou de Fazenda Nova Santa Cruz, sua propriedade rural no interior de Lima Campos – MA, recentemente vendida ao Senhor Marcílio Lira Ximenes.
Ambas são motivos de saudades...



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