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MAÇONARIA E ABOLIÇÃO

Para honra e glória do Grande Arquiteto do Universo, Deus Pai. A Maçonaria é uma instituição admirável. E a condição de escravo humilha os seres humanos. “Sonho com um dia em que os homens levantar-se-ão e compreenderão, finalmente, que são feitos para viverem como irmãos” (Martin Luther King).

Historicamente, a Maçonaria Universal adotou como lema a tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E no Brasil ela esteve na vanguarda das lutas, tornadas possíveis através de discussões nos Templos maçônicos, em favor da Independência, para extinção da Escravidão e para que o nosso País se tornasse uma República. A história pátria registra que ‘um tortuoso caminho foi percorrido desde a oposição dos jesuítas ao apresamento de índios nos séculos XVI e XVII, até a extinção total do trabalho escravo, embora muitas leis, na Colônia e no Império, tentassem diminuir o escravagismo, a primeira que realmente levou a resultados concretos data de 1.850, extinguindo o transporte de negros africanos para o Brasil.

O movimento abolicionista, então, ganhou corpo entre todos aqueles que não tinham interesse na escravidão dos negros, obrigando o Parlamento Imperial a sucessivas concessões, como a liberdadeparaos filhos nascidas de mães escravas (1 871) e para os negros sexagenários (1.884).

O recuo dos escravocratas não fazia senão impulsionar novas ideias. E os abolicionistas vão às ruas fazendo inflamados discursos, enquanto nos campos mostram o caminho da fuga para os escravos, desorganizando o trabalho nas fazendas. E o Exército em peso resolve: não somos capitães-do-mato, para perseguir quem escolhe a liberdade.

Entre os cafeicultores cuja força econômica poderia ser grande entrave à abolição, surgem vozes defendendo o trabalho remunerado, condenando a escravidão. As discussões sacodem o Parlamento, mas o Gabinete do Barão de Cotegipe, conservador, recusa-se a ceder. Então, mesmo dentro do seu próprio partido surge um grupo favorável à extinção do cativeiro.

O golpe decisivo foi dado pela Princesa Isabel, na Regência desde junho de 1 887, quando Dom Pedro II viajara doente para a Europa. Isabel reprovou a política de Cotegipe, critica a repressão policial aos comícios abolicionistas e, por fim, força Cotegipe a pedir demissão. E em seguida, chamouJoão Alfredo, um dos líderes do grupo conservador rebelde, para a Presidência do Conselho. E o novo Gabinete começou a trabalhar.

Na discussão do projeto-de-lei que abolia a escravidão, as galerias do Senado foram tomadas pelo povo. Em 13 de maio de 1 888, com apenas nove votos contrários, foi extinta a escravidão no nosso País. No mesmo dia, aconteceu a cerimônia de assinatura da lei pela Princesa Isabel.

Com a cidade em festa, o Maçom José do Patrocínio, um dos líderes abolicionistas mais atuantes, tentou, de joelhos, beijar-lhe os pés. E o povo gritou Viva a Princesa Isabel, que foi chamada de A Redentora. Foi o último lance do processo de abolição da escravidão no Brasil. Referida lei tinha apenas dois artigos, ou seja, o primeiro aboliu a escravidão e o segundo revogou as disposições em contrário. O suficiente para quebrar as correntes e tornar inúteis os açoites, além de aposentar os feitores.

O dia 13 de maio é duplamente importante para este articulista, pela Abolição da Escravatura e pelo aniversário da minha querida irmã e comadre Enoe. Viva a Extinção da Escravidão no Brasil! Viva a aniversarianteEnoe Rocha Moraes, Viva! São Luís – MA, 03/05/2020.


Roga ao Grande Arquiteto do Universo para que nos ilumine e guarde e nos livre do COVID-19.

*Colaborador, registro DRT/MA nº 53. Site: www.osvaldopereirarocha.com.br

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