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SALOMÃO, O SÁBIO.

O nosso Livro Sagrado afirma em vários textos que nunca existiu ou existirá homem de tão grande sabedoria como Salomão (I Reis 3:12 e I Reis 4:29-31). Daí a importância de se conhecer um pouco da história deste grande sábio.

Salomão era um dos filhos do Rei Davi (2º monarca do reino de Israel, sucessor do rei Saul). Davi conheceu a Batseba, que seria a mãe de Salomão, quando esta era esposa de Urias, um dos oficiais de seu exército. Logo que Davi viu a Batseba, ele a cobiçou e com ela adulterou. Como desta relação foi gerada uma criança, Davi providenciou a morte de Urias e tomou a Batseba por mulher (II Samuel 11:3- ; 15-18 ; 26-27). Consumados estes pecados, Davi foi visitado pelo Profeta Natã, que além de acusá-lo de assassinato, profetizou a morte daquela aliança, o que ocorreu, embora Davi tenha se arrependido (II Samuel 12:9-15 ; 18-23). Neste contexto e como consolação para o casal, nasceu Salomão (II Samuel 12:24).

Sendo Davi já velho, seu filho Adonias proclamou-se rei em seu lugar. O profeta Natã, juntamente com Batseba, reverteram a situação em favor de Salomão (I Reis 1:11-31), que foi proclamado rei pelo próprio Davi (I Reis 1:32-40).

Um fato que marcou profundamente a vida de Salomão foi o que lhe aconteceu em Gibeom, quando o Senhor Deus apareceu-lhe em sonhos, depois de Salomão ter-lhe oferecido mil holocaustos (I Reis 3:2-15). Nessa visão, Deus concedia a Salomão o atendimento de um pedido. Salomão com humildade pedira a Deus lhe desse “um coração entendido” (I Reis 3:9). As Escrituras Sagradas declaram que esse pedido “mostrou-se bom aos olhos de Deus” (I Reis 3:10), e este não só lhe concedeu sabedoria, como também : riquezas, glórias e vida longa, condicionadas ao compromisso de uma vida devotada a cumprir os mandamentos divinos (I Reis 3:11-14).

Logo após esse fato, a sabedoria de Salomão é posta a prova na solução da disputa entre duas mulheres, pela maternidade e guarda de uma criança recém nascida (I Reis 3:15-28). A saída encontrada por Salomão para uma questão tão difícil, que foi a exploração do amor maternal, que preferia abdicar ao filho a tê-lo dividido ao meio, sem dúvida, uma grande demonstração de sabedoria. Outras provas da grande sabedoria de Salomão são: A composição de 1005 cânticos e de 3000 provérbios (I Reis 4:32); os seus tratados de botânica e zoologia (I Reis 4:33), os seus poemas, como os registrados no Livro de Cantares de Salomão e os seus Salmos, como o 72 e o 127.

Dentre os muitos feitos de Salomão, destaca-se edificação do Templo em Jerusalém, obra iniciada no 4º ano do seu reinado (480 anos após a saída do Egito) e concluída em sete anos (I Reis 6:1 e 6:38). Nessa obra Salomão valeu-se dos preparativos e projetos de seu pai Davi, que ajuntara todo o material necessário a construção (I Crônicas 22). Salomão teve, também, a ajuda de Hirão, rei de Tiro (I Reis 5:1-12) e de Hirão Abiú, artífice em ouro, prata, bronze, ferro, pedras, madeira e tecidos (II Crônicas 2:12-14).

O reinado de Salomão durou 40 anos (973 a 933 A.C.), ele foi o 3º e último monarca que reinou sobre as doze tribos de Israel. Tudo o que ele representou e fez pode ser resumido em um de seus próprios provérbios : “O temor ao Senhor é o princípio da sabedoria e a ciência do Santo a prudência”, em Provérbios 9:10.

Este artigo foi elaborado com base na contribuição enviada para este articulista pelo Irmão amigo Otávio Vieira Machado, Mestre Maçom Instalado, da ARLS Filhos do Rei nº 57, jurisdicionada ao Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro – GOIRJ.
*Colaborador, registro DRT/MA nº 53. Grão-Mestre “Ad Vitam” do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM e Grande Inspetor Geral da Ordem (REAA), 33º.


*Grão-Mestre “Ad Vitam” do GOAM, 33º. E-mail rocha.osvaldo@uol.com.br e site www.osvaldopereirarocha.com.br

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