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DIA DO MARINHEIRO

“Sou Marinheiro e outra coisa não quero ser”
(Joaquim Marques Lisboa, Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil).

Dentre as datas importantes comemoradas pela nossa Marinha, em terra ou no mar e outras vias navegáveis, duas se destacam, ou seja, 11 de junho, alusiva à vitória da Esquadra brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, em 11.06.1865 e 13 de dezembro, legalmente instituída Dia do Marinheiro. Em ambas são feitas homenagens a civis e ou militares, por relevantes serviços prestados à Marinha do Brasil (MB).

A cada ano, em dezembro, prestamos (eu e este grande jornal), nossas homenagens ao 13 de Dezembro – Dia do Marinheiro, data do nascimento de Joaquim Marques Lisboa, Almirante e Marquês de Tamandaré, Patrono da MB, pelos seus indiscutíveis méritos, que servem de exemplo para todos nós, brasileiros (marinheiros ou não).

Registra a História do Brasil que este grande homem, nascido em Rio Grande, Rio Grande do Sul em 13 de dezembro de 1807, filho de um homem do mar, o prático da barra e patrão-mor do porto, Joaquim Marques Lisboa dedicou sua vida à primeira força armada do nosso País e ao próprio Brasil.

Ele ingressou, em 1824, na Academia Imperial de Guardas-Marinha; participou, o Comandante Marques Lisboa, de várias lutas, inclusive da pacificação da Província de Pernambuco, de 1830 a 1836, na revolta da “Setembrada”; lutou contra outras revoltas como nas Províncias do Ceará, Bahia e Pará e contra a “Balaiada”, no Maranhão, como chefe das Forças Navais, em 1839.

No ano de 1848, participou da luta para conter a revolução dos “Praieiros”, em Pernambuco, comandando a vitoriosa Divisão Naval dos Imperais Marinheiros; foi promovido ao posto de Almirante em 1867, depois de obter várias promoções, sempre por merecimento e bravura; recebeu títulos honoríficos, como os de Barão (1860), Visconde (1865) e Marquês de Tamandaré (1888).

Lutou, na qualidade de Comandante-em-Chefe da Força Naval Brasileira, nas batalhas de Paissandu, Salto e Maldonado, na Guerra entre Brasil e Paraguai, de 1864 a 1865, com sucessivas vitórias brasileiras.

Novamente em luta, o Brasil se defendeu do Paraguai e Tamandaré, comandando a maior esquadra já existente na América do Sul, transportou os Exércitos argentino e brasileiro através do rio Paraguai e atacou Curuzu e Curupaiti, saindo-se vitorioso.

Tamandaré comandou em sua brilhante carreira, diversos navios e exerceu várioas cargos administrativos. Foi Comandante da Divisão Naval do Rio de Janeiro (1849); Capitão do Porto do Rio de Janeiro (1854); foi Inspetor do Arsenal de Marinha da Corte (1854) e membro efetivo do Conselho Naval (1859). Reorganizou a Marinha, adaptando-a para a navegação a vapor.

Ao deixar o Comando, Tamandaré foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Militar, em 13 de dezembro de 1888, dia do seu aniversário, quando completou 81 anos de idade.

O grande marinheiro do Brasil, Joaquim Marques Lisboa, faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 20 de março de 1897, deixando uma história de vida dedicada a Marinha e de amor pelo Brasil e que deve servir de exemplo hoje, amanhã e sempre, para civis e militares, homens e mulheres! Foram 194 anos de exemplo de amor à Pátria! Sua honra está imortalizada e sobreviverá por tudo o que representa.

Neste 13 de dezembro de 2007, tenho a renovada honra pessoal de homenagear o insigne brasileiro Joaquim Marques Lisboa, Almirante e Marquês de Tamandaré, Patrono da querida MB, digitando, assinando e divulgando esta crônica.
Ao imortal Almirante Tamandaré e a todos os Marinheiros deste grande e amado País, nossas homenagens pela passagem do Dia do Marinheiro.

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"Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho"