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DIA DO MARINHEIRO

...”Peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva o seguinte: Aqui jaz o Velho Marinheiro”
(Almirante Joaquim Marques Lisboa).

“Sou Marinheiro e outra coisa não quero ser”
(Joaquim Marques Lisboa, Almirante Tamandaré).

Com as duas frases acima citadas, presto minha modesta homenagem anual aos homens do mar, pela passagem, neste dia 13 de dezembro, do Dia do Marinheiro. E data magna da Marinha do Brasil.

Esta data é nascimento de Joaquim Marques Lisboa, Almirante e Marquês de Tamandaré e, pelos seus méritos, Patrono da Marinha do Brasil, fato histórico ocorrido em Rio Grande, Rio Grande do Sul em13 de dezembro de 1807, filho do homem do mar, prático da barra e patrão mor do porto.

Joaquim Marques Lisboa ingressou em 1824 na Academia Imperial de Guardas-Marinha; participou, como comandante de várias lutas, inclusive da pacificação da Província de Pernambuco, de 1830 a 1836, na revolta da “Setembrada”; lutou contra outras revoltas, como nas Províncias do Ceará, da Bahia e do Pará e contra a “Balaiada”, no Maranhão, como Chefe das Forças Navais, em 1839. Em 1848, participou da luta para conter a revolução dos “Praieiros”, em Pernambuco, comandando a vitoriosa Divisão Naval dos Imperiais Marinheiros; foi promovido ao posto de Almirante em 1867, depois de obter várias promoções, sempre por merecimento e bravura; recebeu títulos honoríficos como os de Barão (1860), Visconde (1865) e Marquês de Tamandaré (1888).
Lutou, na qualidade de Comandante-em-Chefe da Força Naval Brasileira, nas batalhas de Paissandú, Salto e Maldonado, na Guerra entre Brasil e Paraguai, de 1864 a 1865, com sucessivas vitórias brasileiras.

Novamente em luta, o Brasil se defendeu do Paraguai e Tamandaré, comandando a maior Esquadra já existente na América do Sul, transportou os Exércitos argentino e brasileiro, através do Rio Paraguai e atacou Curuzu e Curupaiti, saindo-se vitorioso.

Em sua brilhante carreira, comandou diversos navios e exerceu vários cargos administrativos, todos relevantes. Foi Comandante da Divisão Naval do Rio de Janeiro (1849); Capitão do Porto do Rio de Janeiro (1852); Inspetor do Arsenal de Marinha da Corte (1854) e membro efetivo do Conselho Naval (1859). Reorganizou a Marinha, adaptando-a para a navegação a vapor.

Ao deixar o Comando, Tamandaré foi nomeado para o cargo de Ministro do Superior Tribunal Militar, em 13 de dezembro de 1888, dia do seu aniversário, quando completou 81 anos de idade.

O grande marinheiro da Pátria faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 20 de março de 1897.

Viva o Dia do Marinheiro, 13 de dezembro!



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