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148º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DO RIACHUELO



Conforme registro histórico brasileiro, a Batalha Naval do Riachuelo é um dos episódios da chamada Guerra do Paraguai, o mais mortífero e violento conflito entre países do continente sul-americano, fato que aconteceu no dia 11 de junho de 1865 e, portanto, há 148 anos.

Ocorrido no rio Riachuelo, esse conflito político degenerou em guerra aberta, quando o Paraguai, em novembro de 1864, atacou o navio brasileiro “Marquês de Olinda”, cortou relações diplomáticas com o Brasil e invadiu território brasileiro (Mato Grosso) no mês seguinte.

Durante os primeiros meses do conflito, o exército paraguaio, o mais poderoso de todo o continente à época toma a ofensiva.
Todavia, embora com vantagem em terra sobre os seus adversários a marinha do Paraguai não tinha possibilidade de enfrentar a Marinha brasileira, que era superior em qualidade e número de navios. Ocorre que sem controlar o rio Paraná, o Paraguai não podia apoiar eficientemente as suas forças expedicionárias, que corriam o risco de fiar cercadas.

Com o objetivo de ganhar a vantagem tática também no campo naval, os paraguaios atacaram a esquadra brasileira fundeada nas proximidades da desembocadura de um dos afluentes do rio Paraná.

O ataque foi iniciado de madrugada, quando os navios paraguaios apareceram na neblina, e os navios brasileiros estavam ancorados próximo à margem. A juntar à artilharia dos seus navios, os paraguaios tinham ainda enviado artilharia terrestre para a margem do rio, com o objetivo de garantir a destruição dos navios brasileiros.

A violência e a rapidez do ataque paraguaio deixaram as forças brasileiras desorganizadas e em clara desvantagem tática. A frota paraguaia passa em frente aos navios brasileiros e dispara várias ‘bordadas’ praticamente sem que houvesse resposta brasileira.
Depois que os paraguaios seguem em direção à nascente, a frota brasileira sai do ancoradouro para perseguir os paraguaios, que voltaram para junto da costa do lado norte. Mas era uma armadilha e a esquadra brasileira caiu nela. Ao tentar perseguir os paraguaios os navios brasileiros aproximaram-se demasiado da costa e ficaram ao alcance da artilharia que os paraguaios tinham colocado em terra. A frota brasileira desorganizou-se. Muitos dos navios brasileiros são adequados à navegação no mar e encalharam nas águas rasas das margens do rio.

Aproveitando a confusão, os navios paraguaios voltaram a se aproximar da esquadra brasileira, com o intuito de tomar os navios. E a batalha transformou-se então durante o fim da manhã e até ao fim da tarde numa indescritível confusão. Considera-se normalmente a opção tomada pelo comandante da esquadra brasileira, Francisco Manuel Barroso, de utilizar a vantagem do tamanho dos seus navios contra os navios paraguaios abalroando-os sob a forma de aríete. Foi um dos fatores decisivos, aliados à bravura dos brasileiros, para o desfecho da batalha, que parecia tender para o lado paraguaio, porque estes tinham a vantagem numérica em termos de homens, nas tentativas de abordagem que efetuaram.

As táticas pouco ortodoxas, todavia inteligentes dos brasileiros, acabaram por deixar os atônitos paraguaios sem capacidade de resposta, tendo ao fim do dia retirado, e saindo-se vitoriosa a esquadra brasileira.

Vitória de Barroso e dos seus bravos comandados. Vitória da Marinha do Brasil.

*Amigo da Marinha, de 11/06/1983 e Mérito Tamandaré, de 13/12/2001. E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br e site: www.osvaldopereirarocha.com.br




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