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149º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DO RIACHUELO



A Batalha Naval do Riachuelo ou, simplesmente, Batalha do Riachuelo foi travada no dia 11 de junho de 1865, às margens do arroio Riachuelo, província de Corrientes, na Argentina, sendo a mais importante Batalha da Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai x Paraguai). E este artigo, por razão de espaço, é apenas uma síntese dos acontecimentos.

O início do conflito teve como causa a ocupação, pelo Paraguai, da então província do Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. E coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o Comando das Forças Navais do Brasil-Império contra o Paraguai.. O Comando Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da Argentina, General Bartolomeu Mitre, mas as Forças Navais Brasileiras não estavam subordinadas a ele, de acordo com o Tratado da Tríplice Aliança.

Com o avanço das tropas paraguaias, Tamandaré designou seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe de Divisão (posto correspondente ao de Comodoro, ou almirante de uma estrela em outras Marinhas) Francisco Manuel Barroso da Silva, para comandar a força naval que estava rio acima. Barroso partiu de Montevidéu em 28 de abril, na Fragata Amazonas, e se juntou à Força Naval em Bela Vista. Sua primeira missão foi um exitoso ataque à cidade de Corrientes, que estava ocupada pelos paraguaios, em 25 de maio.

Com o objetivo de ganhar vantagem tática no campo naval, os paraguaios resolveram atacar a esquadra brasileira, que se encontrava fundeada nas proximidades da desembocadura de um dos afluentes do rio Paraná. Assim sendo, na madrugada de 11/06/1865, sob o comando do Capitão-de-Navio Mezza, apareceram na neblina e atacaram com violência e rapidez, deixando os brasileiros desorganizados e em clara desvantagem tática, sendo alvo de várias ‘bordadas’ praticamente sem resposta brasileira.
Os paraguaios seguiram então em direção à nascente e a frota brasileira saiu em sua perseguição, mas alguns navios brasileiros encalharam nas águas rasas das margens do rio.

Aproveitando a confusão, os navios paraguaios voltaram a se aproximar da esquadra brasileira, com o intuito de lhe tomar os navios. A batalha transformou-se então em uma indescritível confusão, com o que Barroso decidiu abalroar os navios inimigos sob a forma de aríete, ou seja, investindo seus navios contra os deles, sendo esta tática um dos fatores decisivos, aliados à bravura dos brasileiros, com destaques para o Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh, o Imperial Marinheiro Marcílio Dias, o Capitão do 9º Batalhão de Infantaria Pedro Afonso Ferreira e o Tenente do mesmo batalhão Feliciano Inácio Andrade Maia, para o desfecho da batalha, em favor do Brasil, haja vista que a tática pouco ortodoxa, todavia inteligente dos brasileiros, acabou deixando os paraguaios atônicos e sem capacidade de resposta, que ao fim do dia se retiraram, saindo-se vencedora a esquadra brasileira, que neste 11/06/2014, data magna da Marinha do Brasil, comemora anualmente esse grande feito. E sobre essa vitoriosa Batalha o Maçom Pedro Américo pintou um belo quadro em 1870.

Vitória da Esquadra brasileira e do Brasil! Que foi decisiva para a Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da bacia platina até a fronteira com o Paraguai, garantindo todo o apoio logístico às forças de terra e bloqueando qualquer ajuda ou contato de Francisco Solano López, Presidente do Paraguai, com o exterior.

*Colaborador (registro DRT/MA nº 53). Amigo da Marinha (11/06/1983) e Mérito Tamandaré (13/12/2001). E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br e site: www.osvaldopereirarocha.com.br



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