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ESTÓRIAS DE BÊBADOS

Não é preciso ser médico para saber-se que rir faz bem pra saúde da gente. Por isso mesmo este artigo tem o propósito de alegrar o leitor ou a leitora.

Contou-me o amigo Rogério Dias a seguinte estória: O bêbado vinha em sua caminhada tomba aqui, tomba acolá; parava e iniciava uma discussão com algum fantasma, à sua frente visões do passado, que ele não conseguia derrotá-las ou simplesmente escorraçá-las de sua memória. Continuava a sua trajetória pela estreita rua e de vez em quando uma nova parada. Desta vez foram, além de rudes palavras, fortes pontapés no vento. Infelizmente, o tempo continuava na persistência de enfrenta-lo. Mesmo assim, não lhe faltava o gesto cordial de cumprimentar as pessoas que com ele cruzavam naquela ruela de lama. Mais à frente havia um botequim, onde encontrava suas preciosidades etílicas prontas para serem degustadas.

Oooeee, rapaz! Bota uma pra mim! Gritou para o garçom. Aí teve início aquela conhecida estória do vira-vira... Os papos continuavam com seus tradicionais apertos de mão de vez em quando.

Oiiieeee! Desculpa aí, tá? Meu amigo, você tem um cigarro aí? Oh mulher, fasta pra lá... Parece que já está bêbada a uma hora dessas???!!!

De vez em quando novamente ele para no meio do salão e vira-se para o tempo, seu crucial inimigo, iniciando uma nova discussão, ou seja: empurra o vazio e é ele quem quase cai pra frente.

Olha aí, seu fela da puta, você quase me derrubou, viu? E a briga continua entre breves intervalos de uma bicada de cana... Passado algum tempo, o bêbado começa a ceder ao seu mais feroz inimigo, isto é, o cansaço. Suas exigências biológicas terminam por vencê-lo e ele é jogado, mais uma vez, em uma beira de calçada, onde só o tempo irá recuperá-lo para uma nova caminhada na velha rua...

E o avô materno deste articulista, Tolentino Pereira da Silva, de saudosa memória, costumava contar estórias de bêbados e uma delas ficou gravada na minha memória, que é a seguinte: Um rico fazendeiro maranhense estava recebendo sua filha, que estudava medicina na capital do Estado, São Luís do Maranhão e se encontrava em férias escolares... Na sala de recepção os amigos, vizinhos e convidados ouviram a moça dizer das belezas da cidade, do que fazia na faculdade, etc. Em seguida, escutavam o orgulhoso pai falar... E em determinado momento o velho diz o seguinte: você minha filha é o orgulho deste seu pai, de sua mãe e de todos os nossos parentes, por ser estudiosa, responsável, mas minha filha querida, você não se alimenta bem, visto que está muito magra, quase quebrando ao meio...

De pronto, um bêbado que parecia dormir a um canto da sala se levanta e diz, textualmente, o que se segue: Se ela quebrar no meio, sou pretendente da tora de baixo! Seguido de muitos risos. Imediatamente, o fazendeiro mandou colocar o bêbado para fora da casa.

*Colaborador (registro DRT/Manº 53). E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br e site www.osvaldopereirarocha.com.br



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