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DELTA DO RIO PARNAÍBA

O curso do Rio Parnaíba, também conhecido como “Velho Monge”, que une o Estado do Maranhão ao do Piauí, nasce nos contrafortes da Chapada das Mangabeiras, a 700m de altitude, e percorre 1.860 km até sua desembocadura no Oceano Atlântico, em um belo espetáculo da natureza. Antes de penetrar no Atlântico, o Rio Parnaíba forma um amplo e recortado delta, o único em mar aberto das Américas e um dos três maiores do mundo em extensão e beleza natural (os maiores são o do Rio Nilo, no Egito, e o do Rio Mekong, na Ásia).

Com área de 2.700 km quadrado, distribuída de forma retangular, tem 90 km de orla, por 30 km de largura, onde se encontram, meio ao labirinto de canais, ilhas, igarapés, manguezais, dunas e exuberante flora e fauna. Seu mapa parece o desenho da palma da mão. O rio se divide em cinco e suas águas desembocam no oceano por meio dessas cinco bocas, sendo quatro localizadas no Maranhão (barras de Tutóia, Melancieira, Caju e Canárias) e apenas uma no Piauí (barra do Igaraçu).

As dunas formadas na região em que as águas se encontram com o oceano chegam a atingir 40 m de altura e armazenam, no seu interior, a água doce das chuvas, e são consideradas “obras de arte da natureza”. É preciso decifrar os intrincados caminhos das águas para navegar nos igarapés com segurança pelos canais e não se perder ou encalhar em banco de areia, principalmente na maré baixa. Mas os visitantes podem desfrutar, despreocupados, de toda mágica beleza da área viajando em bancos ou chalanas (embarcações típicas) que fazem passeios turísticos pelo delta (já estive lá, por um dia, mas não deu para conhecer toda a beleza do Delta das Américas).

Do total de 73 ilhas, apenas as do Grande Paulino, Caju, Canárias e Santa Isabel, ocupam cerca de 80.000 hectares. Embora considerado cartão postal do Piauí, estima-se que apenas 35% do delta situa-se no território piauiense e 65% localizam-se no Maranhão. O Delta das Américas é área de proteção ambiental, que tem por objetivo proteger o ecossistema costeiro formado por mangues, dunas e restingas, assim como estuário onde se reproduz o peixe-boi marinho. Dentre as espécies mais comuns da fauna da região, destacam-se as seguintes: onça pintada, gato maracajá, veado mateiro, guaxinim, raposa, gambá, tatu, paca, jacaré, sucuri, peixe-boi, garças branca e parda, guará, socó, galinha-d’água, pato selvagem, marreco e caranguejo-uçá.

O verde, as águas limpas, as raízes aéreas dos manguezais, a cata do caranguejo (que emprega muitas pessoas e até exporta o excesso da produção para o Estado do Ceará), a sinuosidade dos igarapés e as brancas dunas impressionam os visitantes. A exuberante beleza do delta tem resistido a novos desbravadores e é símbolo do desenvolvimento sustentável. É a natureza contribuindo para a geração de emprego e renda, e turismo, que encanta, une povos e preserva a vida em sua plenitude. E visitá-lo é, sem dúvida, uma grande pedida!

Este artigo foi possível graças ao slide ‘Ria Slide’ e a colaboração, por e-mail, da amiga Ana Luiza Almeida Ferro.


*Advogado. Jornalista Colaborador (Registro DRT-MA nº 53). Grão-Mestre “AD VITAM’ do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM e Grande Inspetor Geral da Ordem (REAA). E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br e site: www.osvaldopereirarocha.com.br



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