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QUEDA DA BASTILHA
Para Honra e Glória do Grande Arquiteto do Universo.
“A paz esteja convoco”. ‘Que a verdadeira luz nos guie no caminho da virtude e nos renove constantemente’.



O título deste artigo bem que poderia ser Maçonaria ou Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

A queda da Bastilha, também denominada Tomada da Bastilha, segundo a História Universal, aconteceu em 14 de julho de 1789 e foi o evento central da Revolução Francesa. A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos Humanos formaram o terceiro evento da fase inicial da revolução, que adotou a frase Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que trazem no seu cerne os princípios mais valorosos da Maçonaria, ou seja, precisamente Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Liberdade, por definição é nível de independência absoluta e legal de um indivíduo; é a condição de uma pessoa que não é escrava, ou seja, ser livre basicamente é ser independente, poder fazer e dizer o que se quer, quando achar conveniente ou necessário, sem ferir o direito de outrem, isto é, ser limitado apenas por sua consciência.

Igualdade. Nenhum preceito maçônico foi tão distorcido com fins políticos que esse, porém o assunto dá um livro, então este articulista limitar-se-á as definições. Albert Pike em seu livro ‘Moral e Dogmas’ afirma que a igualdade a ser defendida pela Maçonaria é “igualdade de direitos à vista da lei”, claro e objetivo. Todos independentemente de condição financeira, etnia, cargo ocupado, hereditariedade, religião ou qualquer outro fator, devem ser vistos de forma igual pela lei. “A lei deve ser daltônica, de preferência cega”.

Durante a Revolução Francesa, por exemplo, o termo igualdade mandava um recado bem claro ao monarca, ou seja, tanto o Rei como o Vassalo ‘deveriam ser julgados de forma igual’, isto é, a lei deve valer para todos. Um contrassenso é o fato de ainda termos no Brasil o infame Foro Privilegiado.

Se todos entendessem esse conceito evitaríamos muitos problemas, a má interpretação leva ao erro de achar que a Maçonaria defende que todas as pessoas deveriam ser iguais, coisa impossível sem que perdêssemos a liberdade. É errado achar que os desiguais são iguais.

“Uma sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade terminará sem as duas”.

Fraternidade. No dicionário encontramos fraternidade como a relação de parentesco presente entre irmãos, convivência afetuosa entre irmãos; convivência equilibrada entre várias pessoas; amor demonstrado pelo próximo; afeto revelado àqueles que não se conhece.

Assim como igualdade, o princípio da fraternidade também foi usado politicamente de forma equivocada. Quando abordado a temática não podemos desassociá-la do ‘voluntarismo,’ ou seja, pessoas que por vontade própria doam seu tempo ou dinheiro aos necessitados. Não existe desculpa para usarmos a força para tomar as propriedades dos outros e distribui-las para quem entendermos.

Conclui-se que esses três princípios não podem de maneira alguma ser desassociados quando lidos como base de tomada de decisão, ação que poderia desencadear em grotescas falhas e injustiças.

Finalmente, peço vênia ao leitor para dizer que a data de 14 de julho também registra o aniversário da minha querida irmã e comadre Zuleide Pereira Rocha Lopes, para quem desejo toda felicidade do mundo.
Rogo ao Grande Arquiteto do Universo para que continue nos abençoando. SL, 30/06/2019.

*Colaborador, registro DRT/MA nº 53. Grão-Mestre AD VITAM e Grau 33º, contudo, um eterno Aprendiz Maçom. Site www.osvaldopereirarocha.com.br

*Jornalista Colaborador, registro DRT/MA nº 53 Site www.osvaldopereirarocha.com.br
OBS. Postado no JB News – Informativo nº 2.347, de 03/032017.

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"Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho"