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TIRADENTES

Para honra e glória do Grande Arquiteto do Universo, Deus Pai. Este articulista presta justa homenagem aos vultos históricos brasileiros Dom Pedro I, Dom Pedro II, Almirante Tamandaré, Deodoro da Fonseca, Duque de Caxias, Gonçalves Dias, José do Patrocínio, Machado de Assis, Oswaldo Cruz, Rui Barbosa e Tiradentes. Quase todos ilustres Irmãos Maçons. “Que tudo nos uma”.

Tiradentes era o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, um alferes, cargo militar da época colonial, que também exerceu a profissão de dentista, foi Maçom e participou ativamente de um dos principais movimentos de contestação do poder que a coroa portuguesa exercia sobre o Brasil Colônia, a Inconfidência Mineira. O referido movimento foi articulado nos anos de 1788 e 1789 e foi permeado de ideias provindas do iluminismo que se alastrou pela Europa, na segunda metade do século XVIII.

Os inconfidentes de Minas Gerais geralmente integravam, com exceção de poucos, a elite cultural e social daquela região, como era o caso do poeta Tomás Antônio Gonzaga, ou então ocupavam postos militares ou exerciam profissões liberais, como era o caso de Tiradentes. O que dava unidade ao grupo eram ideias como a de liberdade e igualdade, ideias essas que também fomentaram a Revolução Francesa, em 1789, além do anseio pela emancipação e independência com relação à Coroa Portuguesa, à época governada pela Rainha D. Maria, “A louca”.

Os planos de insurgência contra o governo local em Minas Gerais, representado por Visconde de Barbacena, foram articulados em 1788 e tiveram como estopim a política de cobrança de impostos sobre a produção aurífera e sobre os rendimentos que ganhava cada pessoa que compunha a população de Minas. Esse último imposto era conhecido pelo nome de derrama. Apesar de terem uma organização bem elaborada, os Inconfidentes acabaram por ser delatados por Silvério dos Reis, um devedor de tributos que, com a denúncia, acreditava poder sanar suas dívidas com a coroa.

Todos os inconfidentes foram presos. Tiradentes foi apanhado no Rio de Janeiro. O processo contra eles e as respectivas penas foi concluído em 1792, no dia 18 de abril. Os principais líderes receberam a pena de banimento, ou seja, expulsão do país. Tiradentes, ao contrário, foi enforcado no dia 21 de abril e seu corpo foi esquartejado e sua cabeça exibida em praça pública, na principal de Ouro Preto.

Por muito tempo a morte de Tiradentes foi compreendida como a de um rebelde, como típico exemplo de retaliação absolutista. Contudo, após a Independência do Brasil e a Proclamação da República Brasileira, a imagem de Tiradentes foi recuperada e louvada com a de um herói da Pátria, já que lutou pela sua liberdade até a morte.

Um exemplo dessa imagem foi a instalação, na cidade de Ouro Preto – MG, em 1867, do primeiro monumento a Tiradentes. Outro exemplo foi a pintura de Pedro Américo do quadro “Tiradentes Esquartejado”, em 1893, que traduz a imagem idealizada do martírio.

Em 1985, o Presidente Castelo Branco contribuiu para o reforço dessa imagem de Tiradentes, sancionando a Lei nº 4.897, de 09/12, que instituiu o Dia 21 de Abril como Feriado Nacional e Tiradentes como, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira e também das Polícias Militares nos Estados. E Tiradentes foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria em 21/04/1992.

Roga ao Grande Arquiteto do Universo para que nos proteja do Covid-19.

*Colaborador, registro DRT/MA nº 53. Membro efetivo da Academia Maçônica Internacional de Letras – AMIL e fundador do Instituto Histórico da Maçonaria Maranhense – IHMM e seu primeiro presidente, sendo reeleito por unanimidade. Site www.osvaldopereirarocha.com.br

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